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Somente uma alimentação de alta qualidade permite animais alcançarem melhores resultados

Fungos produzem micotoxinas como um sistema imunológico natural. A presença destas micotoxinas pode variar significativamente, considerando que o desenvolvimento de fungos no campo ou durante o armazenamento depende de vários fatores. Isso faz com que seja muito difícil estimar a exata extensão dos danos causados pelas micotoxinas. Portanto, recomenda-se coletar amostras regularmente da ração, onde a contaminação fúngica ou de micotoxinas é esperada e poderá ser prevenida.

Fatores de pré-disposição
No geral, condições ambientais – calor, água e danos causados por insetos – causam estresse nas plantas e predispõem à contaminação por micotoxinas. No entanto, condições climáticas são difíceis de serem controladas e um monitoramento rigoroso da cultura deve ser feito para evitar esses fungos.
Como os alimentos podem ser contaminados pré ou pós-colheita, o controle de crescimento de fungos e produção de micotoxinas depende de um correto armazenamento. Após a colheita, a temperatura, o teor de umidade, e a atividade de insetos continuam sendo os principais fatores que influenciam a contaminação dos grãos por micotoxinas. Condições de armazenamento devem ser muito bem controladas para evitar crescimento de fungos.

Efeitos adversos de micotoxinas
A intoxicação por micotoxinas acorre pela ingestão de alimentos contaminados. Como micotoxinas geralmente não são degradadas durante a digestão ou em tratamentos de altas temperaturas, esses componentes podem acumular-se em altas doses nos produtos alimentícios para animais, podendo assim representar um sério risco para eles. Muitos sintomas estão associados a intoxicação por micotoxinas (micotoxicoses), a maioria deles está bem descrita em animais. Micotoxicoses podem ocorrer em dois níveis: doença aguda devido à ingestão de altos níveis de micotoxinas e doença crônica devido à ingestão regular de baixo nível de micotoxinas.
Por conta dos sérios riscos à saúde, é muito importante monitorar os níveis de micotoxinas durante a cadeia de produções dos alimentos. O monitoramento envolve um método de amostragem correta, bem como uma técnica de detecção precisa.

Amostragem: o início de um ensaio confiável
Fungos e micotoxinas nunca apresentam um padrão homogêneo de distribuição. Muitas vezes, a origem de contaminação ocorre no campo ou durante o armazenamento. Assim, algumas partes da dieta ou da matéria-prima estarão livres de micotoxinas enquanto outras partes terão contaminação elevada. Os métodos tradicionais de coleta e amostragem de culturas agrícolas geralmente não são adequados para análises de micotoxinas, devido à contaminação ser geralmente heterogênea, o que cria problemas na obtenção de uma amostra representativa para análise. Por isso uma amostragem correta é extremamente importante. A distribuição não uniforme da contaminação por micotoxinas, exige um plano de amostragem que leva essa heterogeneidade em conta. A Figura 1 ilustra isso.

O número de amostras elementares a coletar depende do peso do lote e tipo de material de que é amostrado.




Figura 1: Amostragem correta de materiais potencialmente contaminados com micotoxinas

Interpretação dos Resultados
Na União Europeia e em outros países, as diretrizes foram definidas pelo teor máximo de micotoxinas permitido em alimentos/rações e materiais primas para produção de rações. Na prática, porém, os problemas de micotoxicose muitas vezes já ocorrem abaixo destas diretrizes. Há várias explicações possíveis para isso. Por um lado, uma micotoxina raramente está presente por si só e, além disso, uma combinação de diferentes micotoxinas pode ter um efeito sinérgico. Por outro lado, as plantas são capazes de modificar rapidamente algumas micotoxinas. Estas micotoxinas modificadas (mascaradas) frequentemente escapam das análises, mas depois são convertidas novamente em precursores nocivos no animal. Por fim, o efeito de uma micotoxina irá depender muito da imunidade e nível de stress geral do animal. Todas estas causas juntas resultam em valores práticos máximos 2 a 5 vezes mais baixos do que as normas oficiais, dependendo da espécie da toxina e dos animais (ver Tabela 1).

Estratégia das três dobras
Ações precisam ser tomadas quando as micotoxinas estão presentes no alimento. A remoção do alimento contaminado muitas vezes não é a solução mais econômica. A determinação qualitativa e quantitativa do nível de contaminação por micotoxinas permite escolher melhor o Aditivo Adsorvente de Micotoxinas (AAM) e sua dosagem ideal. Um bom AAM combina três estratégias para combater as micotoxinas. Aluminosilicatos ativados e purificados devem assegurar um grande intervalo de adsorção sem causar efeitos sobre os nutrientes essenciais. Ter uma eficácia comprovada com provas In Vivo. Finalmente, o uso de AAM pode ajudar a reduzir os efeitos negativos de micotoxinas e promover a recuperação dos órgãos afetados (POS – Proteção Órgãos Susceptível).

Com o monitoramento regular dos alimentos e uso contínuo de AAM, consequentemente, o controle de micotoxinas resulta em animais saudáveis, levando ao aumento de resultados de produção e, portanto, melhores resultados econômicos.


Tabela 1: Diretrizes legais (União Europeia) versus diretrizes práticas para diferentes toxinas.